Aeonium tabuliforme (aeonium-prato)
Aeonium tabuliforme

O Aeonium tabuliforme forma uma roseta plana como um prato, com folhas em espiral perfeita. Veja luz, o ciclo invertido, rega e propagação por semente.
Atualizado em
Cuidados em resumo
- Luz intensa com sol suave; sombra parcial no calor forte
- Regar quando o substrato secar; muito pouca água no repouso de verão
- Drenante, com boa proporção mineral
- Prefere clima ameno; cresce no fresco e retrai no calor
- Sementes
- Moderada
Ficha da planta
- Nome científico
- Aeonium tabuliforme
- Nomes populares
- aeonium-prato, aeonium-mesa
- Família
- Crassulaceae
- Gênero
- Aeonium
- Origem
- Ilhas Canárias (Tenerife)
- Crescimento
- Roseta achatada, monocárpica, de crescimento lento
- Porte
- Pequeno a médio, com roseta de 20 a 40 cm de diâmetro
- Toxicidade
- Não é considerada tóxica, mas evite a ingestão por pessoas e animais.
O Aeonium tabuliforme é uma das suculentas de forma mais surpreendente: em vez de crescer para cima, ele organiza dezenas de folhas sobrepostas em espiral, num plano quase perfeitamente horizontal, formando um disco achatado. Visto de cima, parece um mosaico verde.
No habitat, ele cresce agarrado a paredões rochosos nas Ilhas Canárias, muitas vezes na vertical, e essa disposição plana maximiza a captação de luz.
Um aeonium que cresce no frio
Como os demais aeoniums, ele cresce no fresco e descansa no calor, o contrário da maioria das suculentas deste site.
No outono e no inverno ameno, o disco se expande e ganha folhas. No auge do verão, ele encolhe, fecha um pouco as folhas externas e para. Uma planta retraída em janeiro não está doente — o guia de suculentas no inverno reúne as espécies de calendário invertido, como o Aeonium arboreum.
Nesse repouso, reduza a rega. Planta parada com substrato úmido é a combinação que mata aeonium.
Sol suave para não queimar o disco
Luz intensa com sol suave — manhã ou fim de tarde — e sombra parcial nas horas mais quentes.
O disco plano é muito exposto, e o sol forte do meio do dia queima a superfície com facilidade, deixando manchas secas que ficam visíveis por toda a vida daquelas folhas. Em luz insuficiente, por outro lado, as folhas alongam e o disco perde a planura característica.
Como regar sem acumular água no prato
Cada rega molha todo o vaso, e a seguinte só vem com o substrato totalmente seco. No período de crescimento, o intervalo típico é de sete a doze dias em vaso pequeno; no repouso de verão, bem mais.
Um cuidado próprio da espécie: o formato de prato acumula água no centro e entre as folhas. Regue sempre no substrato, pela borda do vaso, e evite molhar o disco — em ambiente pouco ventilado, água parada ali apodrece o miolo.
Vaso largo e raso para acompanhar o disco
O substrato deve drenar rápido e ter boa parte mineral.
O vaso deve ser largo e raso, para acompanhar o disco, com furo desobstruído. Alguns cultivadores plantam a roseta ligeiramente inclinada, imitando a posição do habitat em paredão — o que ajuda a água a escorrer do centro.
A floração: uma vez só
O Aeonium tabuliforme é monocárpico: floresce uma única vez e morre.
Depois de alguns anos, ele emite uma haste alta a partir do centro do disco, coberta de pequenas flores amareladas. A roseta se consome no processo e definha depois.
Como ele raramente produz filhotes — ao contrário do Aeonium haworthii, que ramifica muito —, a continuidade depende de colher sementes. É o mesmo desfecho do Sempervivum tectorum, mas sem a rede de segurança das rosetas-filhas.
Propagação só por semente
Na prática, só por semente. Colha as sementes da haste floral quando ela secar e semeie em substrato leve, mantido levemente úmido, em local fresco e sombreado.
Estacas não se aplicam a uma planta de roseta única sem caule, e folhas destacadas de aeonium não brotam — uma das exceções apontadas no guia de propagação.
Adubação leve no início do outono
Muito pouco, e apenas no período de crescimento ativo. Uma dose diluída no início do outono costuma bastar.
Adubar durante o repouso de verão não ajuda e concentra sal no substrato.
Disco manchado, centro mole e outros problemas
Roseta encolhida no verão — repouso normal, não é doença.
Manchas secas no disco — queimadura de sol direto forte.
Centro escuro e mole — água acumulada no disco com pouca ventilação.
Folhas alongadas e disco menos plano — falta de luz.
Haste floral saindo do centro — floração; a roseta vai morrer. Guarde as sementes.
Cochonilha entre as folhas sobrepostas — o encaixe apertado é um esconderijo típico.
Aeonium-prato em ambiente interno
Funciona em uma janela muito clara sem sol direto forte, e a preferência por luz filtrada joga a favor. O desafio é a ventilação, por causa da água que fica retida no disco.
Se o cultivo for interno, regue estritamente no substrato e gire o vaso periodicamente para que a espiral cresça simétrica.
Perguntas frequentes
Por que a roseta é totalmente plana?
É a forma natural da espécie: as folhas se sobrepõem em espiral em um plano quase horizontal, formando um disco. No habitat, ela cresce em paredões rochosos, e essa disposição maximiza a captação de luz difusa.
Meu Aeonium tabuliforme floresceu e está morrendo. É normal?
É. A espécie é monocárpica: floresce uma única vez, emitindo uma haste alta a partir do centro do disco, e a roseta morre em seguida. Como ela raramente produz filhotes, a continuidade depende de guardar sementes.
O Aeonium tabuliforme produz mudas laterais?
Raramente. Ao contrário do Aeonium haworthii, que ramifica muito, o tabuliforme costuma manter uma roseta única. Por isso a propagação prática é feita por semente.
Posso deixá-lo no sol pleno?
Não em climas quentes. O disco é plano e exposto, e o sol forte do meio do dia queima a superfície com facilidade. Luz intensa com sol suave da manhã dá um resultado bem melhor.
A roseta está fechando as folhas no verão. É problema?
Provavelmente não. Como os demais aeoniums, ele cresce no fresco e entra em repouso no calor forte, encolhendo a roseta. Nesse período, reduza a rega em vez de insistir.
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