
Ceropegia woodii (colar-de-corações)
Ceropegia woodii
Guia do colar-de-corações (Ceropegia woodii): luz, rega das ramas pendentes, tubérculos aéreos, substrato e como deixar o vaso mais cheio.
Atualizado em
Cuidados em resumo
- Luz intensa e filtrada; sol suave da manhã é bem tolerado
- Regar após a secagem do substrato
- Leve, drenante, em vaso raso
- Ameno a quente; proteger de geada
- Tubérculos aéreos e segmentos de rama
- Fácil a intermediária
Ficha da planta
- Nome científico
- Ceropegia woodii
- Nomes populares
- colar-de-corações, corrente-de-corações
- Família
- Apocynaceae
- Gênero
- Ceropegia
- Origem
- Sul da África
- Crescimento
- Ramas finas e pendentes, a partir de um tubérculo
- Porte
- Ramas longas em vasos suspensos
- Toxicidade
- Não há relatos consistentes de toxicidade relevante, mas evite a ingestão por pessoas e animais.
O colar-de-corações (Ceropegia woodii) tem uma das folhagens mais reconhecíveis entre as plantas pendentes: pares de folhas pequenas em formato de coração, marmorizadas em verde e prata, distribuídas ao longo de ramas finas e avermelhadas que descem em cascata.
Apesar da aparência delicada, ela é uma planta de reserva: guarda água em um tubérculo subterrâneo e em pequenos tubérculos que se formam ao longo das ramas. Isso a torna bem mais tolerante à seca do que aparenta — e bem menos tolerante ao excesso de água.
Luz para o colar-de-corações
A espécie quer luz intensa e filtrada. Ela aceita sol suave da manhã, mas sol forte do meio do dia costuma marcar as folhas finas.
A luz é o que define a aparência da planta. Com boa luminosidade, as folhas nascem próximas, o marmoreado fica evidente e as ramas ganham tons avermelhados. Com pouca luz, aparecem trechos longos de rama sem folha, o desenho prateado se apaga e o conjunto perde graça.
Se o seu vaso está “pelado” no meio, o problema quase certamente é luz. Veja o guia de luz para suculentas para aumentar a exposição sem queimar.
Como regar Ceropegia woodii
Regue bem quando o substrato estiver seco, molhando todo o vaso e deixando o excesso escorrer. Depois, espere nova secagem.
O tubérculo armazena água, então a planta suporta esquecimentos com tranquilidade. O que ela não suporta é substrato encharcado: o tubérculo apodrece e a planta se perde de uma vez, muitas vezes sem aviso na parte aérea.
Em vaso suspenso é fácil perder a noção da umidade, porque você não toca o substrato com frequência. Use o peso do vaso como referência, conforme o guia de rega.
Substrato e vaso
Prefira uma mistura leve e drenante, em vaso com furos livres.
Um detalhe prático: o sistema de raízes é relativamente compacto, então vaso raso funciona melhor que vaso fundo. Em recipiente profundo sobra substrato úmido abaixo da zona de raízes, o que só prolonga o risco.
Se for pendurar, escolha um lugar onde dê para regar e conferir o substrato sem ficar movimentando as ramas. Veja o guia de vaso para suculentas.
Os tubérculos aéreos
Ao longo das ramas surgem pequenas bolinhas endurecidas, do tamanho de uma ervilha. São tubérculos aéreos, estruturas de reserva típicas da espécie.
Eles não são doença, praga nem deformidade. Na natureza, funcionam como propágulos: quando a rama encosta no solo, o tubérculo enraíza e origina uma planta nova.
Em casa, são o jeito mais fácil de multiplicar a planta — e também de preencher o próprio vaso.
Como deixar o vaso mais cheio
Com o tempo, é comum o vaso ficar com muitas ramas compridas e a superfície vazia. Duas soluções que funcionam bem juntas:
Enrole as ramas de volta no vaso. Deite trechos de rama sobre a superfície do substrato, deixando os tubérculos em contato com a mistura. Eles enraízam e geram brotações novas ali mesmo.
Pode as pontas. Encurtar as ramas mais longas estimula ramificação e engrossa o conjunto. Os pedaços cortados servem como mudas.
E, claro, mais luz. Nenhuma das duas técnicas compensa um local escuro.
Propagação
Três caminhos, todos simples:
Tubérculos aéreos — apoie o tubérculo sobre substrato levemente úmido, ainda preso à rama, se possível. Assim que enraizar, pode ser separado.
Segmentos de rama — corte um trecho com alguns pares de folhas, remova as folhas da base, deixe cicatrizar por um ou dois dias e apoie sobre a mistura.
Divisão do tubérculo principal — possível no replantio de plantas já grandes, com cuidado para preservar as raízes.
O guia de propagação explica o passo da cicatrização, que vale aqui como em qualquer suculenta.
Entre as pendentes, ela é bem mais tolerante que o Senecio rowleyanus, que exige luz mais intensa e rega mais criteriosa.
Adubação
A planta não precisa de fertilização intensa. Uma dose leve durante o período de crescimento ajuda vasos antigos, mas o excesso produz ramas frouxas.
Se o vaso está com falhas, adubo não resolve. Luz resolve.
Problemas comuns
Ramas com trechos sem folha — pouca luz.
Folhas moles e ramas amolecidas na base, com substrato úmido — excesso de água, com risco de apodrecimento do tubérculo.
Folhas enrugadas com substrato seco há muito tempo — falta de rega.
Marmoreado apagado — luminosidade insuficiente.
Ramas quebrando no manuseio — são naturalmente frágeis. Escolha o lugar definitivo antes de as ramas crescerem, e aproveite os pedaços como mudas.
Para diagnósticos mais amplos, veja o guia de problemas em suculentas.
Colar-de-corações dentro de casa
É uma das melhores opções para ambiente interno entre as pendentes, justamente porque prefere luz filtrada a sol direto forte. Uma janela clara costuma ser suficiente.
Duas ressalvas: dentro de casa o substrato seca bem mais devagar, então espace as regas; e escolha um ponto onde as ramas não fiquem no caminho de portas, móveis e pessoas. O guia de suculentas dentro de casa traz mais detalhes.
Perguntas frequentes
O que são aquelas bolinhas nas ramas do colar-de-corações?
São tubérculos aéreos, estruturas de reserva que a planta forma ao longo das ramas. Cada um pode originar uma nova planta se ficar em contato com substrato úmido.
Por que meu colar-de-corações está com as ramas peladas?
Falhas ao longo das ramas costumam indicar pouca luz. Com luminosidade maior, as folhas nascem mais próximas umas das outras.
Como deixar o colar-de-corações mais cheio?
Apoie segmentos de rama sobre o substrato do próprio vaso para que enraízem e preencham as falhas. Podar as pontas também estimula ramificações.
Suculentas relacionadas
Senecio rowleyanus (colar-de-pérolas)
Senecio rowleyanus
Guia do Senecio rowleyanus, o colar-de-pérolas: luz, rega das hastes pendentes, substrato raso, propagação e causas de pérolas murchas.
Pendente · Meia-sombra
Rhipsalis baccifera (cacto-macarrão)
Rhipsalis baccifera
A Rhipsalis baccifera é o cacto pendente sem espinhos que gosta de sombra. Veja luz, rega mais frequente que a média, substrato e propagação por estaca.
Pendente · Meia-sombra
Schlumbergera truncata (flor-de-maio)
Schlumbergera truncata
Guia da flor-de-maio (Schlumbergera truncata): luz filtrada, rega diferente da de cactos de deserto, substrato, poda e como estimular a floração.
Meia-sombra · Pendente
Senecio radicans (colar-de-bananas)
Senecio radicans
Guia do colar-de-bananas (Senecio radicans): luz, rega das ramas pendentes, substrato, propagação e por que ele é mais fácil que o colar-de-pérolas.
Pendente · Sol pleno

Sedum morganianum (rabo-de-burro)
Sedum morganianum
Guia do Sedum morganianum, o rabo-de-burro: luz, rega, cultivo pendente, folhas delicadas, substrato e propagação.
Pendente · Sol pleno
Aptenia cordifolia (rosinha-de-sol)
Mesembryanthemum cordifolium
A Aptenia cordifolia é a rosinha-de-sol: forra o canteiro, pende do vaso e floresce o ano quase inteiro. Veja luz, rega, poda e propagação por estaca.
Pendente · Sol pleno