Dracaena angolensis (espada-cilíndrica)
Dracaena angolensis
A Dracaena angolensis tem folhas cilíndricas rígidas e é vendida trançada ou em leque. Veja luz, rega, o corte das pontas e a propagação por divisão.
Atualizado em
Cuidados em resumo
- Meia-sombra a luz intensa; tolera sol suave com aclimatação
- Regar apenas quando o substrato secar por completo
- Drenante, com boa proporção mineral
- Clima ameno a quente; sensível a frio úmido
- Divisão da touceira e estacas de folha
- Muito fácil
Ficha da planta
- Nome científico
- Dracaena angolensis
- Nomes populares
- espada-cilíndrica, sansevieria-cilíndrica, lança-africana
- Família
- Asparagaceae
- Gênero
- Dracaena
- Origem
- África central e austral (Angola e região)
- Crescimento
- Folhas cilíndricas eretas, formando touceira lentamente
- Porte
- Médio, com folhas de 40 cm a mais de 1 m
- Toxicidade
- Contém saponinas e consta como tóxica para cães e gatos. Mantenha fora do alcance de pets.
A Dracaena angolensis é a espada-cilíndrica: folhas duras, cilíndricas e pontiagudas, saindo diretamente do substrato como lanças. É a mesma planta antes conhecida como Sansevieria cylindrica — o gênero Sansevieria foi incorporado a Dracaena em revisões recentes, e o comércio ainda usa os dois nomes.
Ela costuma ser vendida com as folhas trançadas ou amarradas em leque, um arranjo feito no viveiro. É decorativo e não faz mal à planta, mas o crescimento novo sai solto de qualquer jeito.
Luz ideal para Dracaena angolensis
Meia-sombra a luz intensa. É uma das suculentas mais tolerantes a pouca luz que existem, o que a torna útil em ambientes onde quase nada sobrevive.
Ainda assim, tolerar não é preferir: em luz muito fraca o crescimento praticamente para e as folhas novas saem mais finas. Em luz clara e indireta ela cresce bem melhor.
Sol direto forte queima as folhas, deixando manchas amarronzadas. Se quiser levá-la para um local mais ensolarado, faça a transição em etapas, conforme o guia de luz para suculentas.
Como regar a Dracaena angolensis
Regue bem e espere o substrato secar por completo — e aqui isso significa realmente seco, até o fundo do vaso.
Em ambiente interno, o intervalo pode passar de três semanas no calor e chegar a mais de um mês no inverno. Excesso de água é praticamente a única forma de matar esta planta, e o sintoma aparece tarde: a base das folhas amolece e escurece quando as raízes já estão comprometidas.
Evite água acumulada entre as folhas, na base da touceira. O guia de rega para suculentas explica como avaliar pelo peso do vaso.
Substrato e vaso
Um substrato drenante com boa proporção mineral atende bem, na linha do guia de substrato para suculentas. Misturas de loja para plantas de interior costumam reter água demais; corrija com areia grossa ou perlita.
O vaso deve ser proporcional e estável, porque as folhas são longas e rígidas e deslocam o centro de gravidade. Furo desobstruído é obrigatório. Como o crescimento é lento, o replantio é raro. Veja o guia de vaso para suculentas.
As pontas cortadas
Este é um ponto que causa muita frustração e vale explicar.
A folha da Dracaena angolensis cresce a partir da ponta. Cortá-la — algo que alguns viveiros fazem para uniformizar o leque, ou que acontece por acidente — interrompe definitivamente o crescimento daquela folha e deixa uma cicatriz seca no topo.
A planta continua perfeitamente saudável e emite folhas novas da base, mas as cortadas ficam como estão. Por isso: não apare as pontas para “acertar” a altura.
Propagação da Dracaena angolensis
Dois caminhos:
Divisão da touceira — o mais rápido e confiável. A planta emite rebentos a partir de rizomas subterrâneos. Retire do vaso, separe os grupos com raízes próprias e replante em substrato seco.
Estacas de folha — funcionam, mas são lentas. Corte uma folha em seções de 8 a 10 centímetros, marque qual é a extremidade de baixo, deixe cicatrizar de cinco a sete dias e plante essa base em substrato levemente úmido. O enraizamento leva de dois a três meses.
Uma observação importante sobre variedades variegadas: estacas de folha perdem a variegação, e a muda sai verde comum. Nesses casos, use apenas divisão. O guia de propagação traz o passo a passo.
Adubação
Muito pouco. Uma dose leve e diluída na primavera, em plantas que estão há muito tempo no mesmo substrato, é suficiente.
Como o crescimento é lento, adubo em excesso não acelera nada e só concentra sal. O guia de adubação de suculentas explica a dose.
Problemas comuns
Base das folhas mole e escura — apodrecimento por excesso de água. É a principal causa de morte.
Folhas amareladas e murchas — quase sempre rega demais, não de menos.
Pontas secas — folha cortada, ar muito seco ou dano antigo. Não se recupera.
Manchas amarronzadas — queimadura de sol direto.
Crescimento parado por muitos meses — pode ser luz insuficiente ou raiz apertada; avalie o replantio.
Cochonilha na base das folhas — praga comum no grupo. O guia de pragas em suculentas descreve o tratamento.
Dracaena angolensis dentro de casa
É uma das melhores suculentas para ambiente interno que existem, ao lado da Dracaena trifasciata. Tolera luz filtrada, esquecimento e ar seco.
O único cuidado que realmente importa é não regar demais — o substrato seca muito devagar em casa. Um alerta necessário para quem tem animais: ela consta como tóxica para cães e gatos, como detalha o guia de suculentas para gatos. O guia de suculentas dentro de casa reúne os demais ajustes.
Perguntas frequentes
Por que minha espada-cilíndrica veio trançada?
É um arranjo comercial: as folhas jovens são trançadas ou amarradas em leque no viveiro. Com o tempo, o crescimento novo sai solto e ereto, e a trança se desfaz naturalmente. Não há problema em desmanchá-la.
Cortaram as pontas das folhas. Elas voltam a crescer?
Não. A folha cresce a partir da ponta, então cortá-la interrompe o crescimento daquela folha para sempre e deixa uma cicatriz seca. A planta continua saudável e emite folhas novas da base, mas as cortadas ficam como estão.
Qual a diferença para a espada-de-são-jorge comum?
São do mesmo gênero. A espada-de-são-jorge, Dracaena trifasciata, tem folhas achatadas com faixas transversais. A angolensis tem folhas cilíndricas, mais rígidas e pontiagudas, e cresce mais devagar.
Ela é tóxica para gatos?
É. Como as demais do grupo, contém saponinas e consta nas listas de plantas tóxicas para cães e gatos, causando vômito e salivação se ingerida. Mantenha fora do alcance.
Preciso regar com que frequência?
Bem pouco. É uma das plantas mais tolerantes à seca em ambiente interno: o intervalo pode passar de três semanas no calor e chegar a mais de um mês no inverno. Excesso de água é praticamente a única forma de matá-la.
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