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Guia de cultivo

Echeveria setosa (echeveria-peluda)

Echeveria setosa

A Echeveria setosa é coberta por cerdas brancas finas e forma touceiras baixas. Veja luz, por que não molhar as folhas, rega e propagação.

Atualizado em

Cuidados em resumo

Luz
Luz muito intensa com sol direto de meio período
Rega
Regar no substrato, nunca nas folhas, após a secagem completa
Substrato
Muito drenante e arejado
Temperatura
Clima ameno a quente; sensível a geada
Propagação
Folhas inteiras e brotações laterais
Dificuldade
Fácil, com atenção à rega

Ficha da planta

Nome científico
Echeveria setosa
Nomes populares
echeveria-peluda, echeveria-cabeluda
Família
Crassulaceae
Gênero
Echeveria
Origem
México (Puebla)
Crescimento
Roseta compacta e quase sem caule, formando touceira
Porte
Pequeno, com roseta de 10 a 15 cm
Toxicidade
Não é considerada tóxica, mas evite a ingestão por pessoas e animais.

A Echeveria setosa é a echeveria peluda: cada folha é coberta por cerdas brancas finas e flexíveis que se projetam da superfície, dando à roseta um aspecto felpudo. A roseta é compacta, quase sem caule, e a planta forma touceiras baixas com o tempo.

Os cuidados são os de qualquer echeveria — luz forte, rega espaçada, substrato drenante —, com um acréscimo importante: as folhas não devem ser molhadas.

Luz intensa para cerdas densas

A planta quer muita luz e sol direto por meio período. É a luz que mantém a roseta fechada e as cerdas densas.

Em luminosidade insuficiente, as folhas alongam, a roseta se abre e a cobertura de cerdas fica mais rala. Como sempre, o crescimento novo volta ao normal quando a luz melhora, mas a parte já formada não muda.

Qualquer aumento de sol deve ser feito aos poucos.

Como regar a echeveria-peluda

Molhe bem e só volte a regar com o substrato completamente seco, em geral de sete a doze dias no calor e bem mais no inverno.

O cuidado que define a espécie: as cerdas retêm gotas por muito tempo, e água parada sobre o tecido em ambiente pouco ventilado favorece manchas escuras e apodrecimento. Regue no substrato, pela borda do vaso, ou por imersão breve — nunca por cima.

Também evite líquido acumulado no centro da roseta.

Substrato arejado e boa ventilação no vaso

Um substrato muito drenante e arejado, com forte presença mineral, é o ideal. Substrato pronto de loja costuma pedir perlita ou areia grossa a mais.

O vaso deve ser pequeno e um pouco mais largo do que fundo, para acompanhar a touceira. Barro cru ajuda em clima úmido, e a ventilação em torno da planta importa mais aqui do que na média.

Cuidados com as cerdas

As cerdas são uma proteção natural contra sol intenso e não se refazem onde forem quebradas. Três regras simples:

Não molhe. É o ponto principal.

Não limpe com pano. Pano úmido esmaga as cerdas e deixa marcas. Para tirar poeira, use um pincel macio ou um sopro de ar, sempre a seco.

Toque o mínimo possível. Para mudar de lugar, pegue pelo vaso. O mesmo cuidado vale para a Echeveria pulvinata e a Kalanchoe tomentosa.

Filhotes da touceira e folhas inteiras

Dois caminhos funcionam:

Brotações laterais — a forma mais rápida. A planta forma touceira, e os filhotes podem ser separados quando tiverem tamanho próprio, com raízes ou não.

Folhas inteiras — retire a folha completa, com a base intacta, deixe cicatrizar dois a quatro dias e apoie sobre substrato seco. As cerdas dificultam um pouco o contato da base com o substrato, então a taxa de sucesso costuma ser menor que na Echeveria elegans.

Adubo em excesso deixa as cerdas ralas

Duas doses diluídas, na primavera e no meio do verão, dão conta.

Excesso de nitrogênio produz folhas grandes e frouxas, com cerdas mais ralas — o oposto do desejado.

Manchas escuras, roseta aberta e cochonilha

Manchas escuras nas folhas — quase sempre água que ficou parada sobre as cerdas.

Roseta aberta e folhas se esticando — falta de luz.

Folhas moles e translúcidas — água demais.

Cerdas amassadas ou com falhas — manuseio; não se recupera naquela folha.

Pontos brancos algodonosos entre as folhas — cochonilha, difícil de enxergar sobre a superfície felpuda.

Echeveria-peluda precisa de ventilação em casa

Em casa, a janela precisa ser a mais clara, com sol direto por algumas horas. E, mais do que outras echeverias, precisa de ventilação: ambientes fechados aumentam muito o risco de manchas nas folhas peludas.

Dentro de casa, espace bastante as regas e mantenha a rega restrita ao substrato.

Perguntas frequentes

Posso molhar as folhas da Echeveria setosa?

Melhor não. As cerdas retêm gotas por muito tempo e água parada sobre o tecido, em local pouco ventilado, favorece manchas e apodrecimento. Regue sempre no substrato, pela borda do vaso.

As cerdas brancas são pelos ou espinhos?

São cerdas finas e flexíveis, não espinhos. Cobrem toda a superfície das folhas e são inofensivas ao toque, mas não devem ser esfregadas, porque se quebram e não se refazem naquela folha.

Como limpar a poeira de uma echeveria peluda?

Só a seco, com um pincel bem macio ou um sopro de ar. Pano úmido esmaga as cerdas e deixa marcas permanentes, além de aumentar o risco de manchas.

A Echeveria setosa forma touceira?

Sim. A Echeveria setosa emite brotações laterais na base e tende a formar um conjunto denso de rosetas, em vez de manter uma roseta solitária como a lilacina.

A echeveria-peluda dá flor?

Dá, geralmente na primavera. As flores são tubulares, com base vermelha e ponta amarela, em hastes que se erguem acima da roseta. A roseta não morre depois de florescer.

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