Echinopsis oxygona (cacto-ouriço)
Echinopsis oxygona
A Echinopsis oxygona é um cacto globoso do sul do Brasil que abre flores enormes e perfumadas à noite. Veja luz, rega e propagação por brotações.
Atualizado em
Cuidados em resumo
- Sol pleno ou sol direto de meio período
- Regar quando o substrato secar; rega reduzida no inverno
- Mineral, com alguma matéria orgânica
- Tolera frio ameno; sofre com frio úmido prolongado
- Separação de brotações e sementes
- Muito fácil
Ficha da planta
- Nome científico
- Echinopsis oxygona
- Nomes populares
- cacto-ouriço, rainha-da-noite-pequena, equinopse
- Família
- Cactaceae
- Gênero
- Echinopsis
- Origem
- Sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai
- Crescimento
- Globoso, formando touceiras densas de brotações
- Porte
- Pequeno a médio, com corpos de 10 a 25 cm
- Toxicidade
- Não é tóxico, mas os espinhos podem ferir. Manuseie com cuidado.
A Echinopsis oxygona é um cacto globoso que muita gente do sul do Brasil conhece do quintal da avó: corpos esféricos com costelas marcadas, formando touceiras densas de brotações, quase sempre passados adiante como mudas.
O espetáculo vem à noite. Uma planta madura abre flores enormes e perfumadas, em tons de rosa a branco, sustentadas por um tubo longo — e elas duram pouco mais que uma noite.
A floração noturna
A flor abre no fim da tarde ou à noite, atinge um tamanho desproporcional ao corpo da planta e exala um perfume adocicado. Na manhã seguinte, ou pouco depois, ela murcha.
Uma planta bem estabelecida pode repetir isso várias vezes ao longo da temporada quente. Para conseguir a floração, o essencial é sol abundante ao longo do ano e um inverno mais seco e fresco.
Sem luz forte, não há botões
Quer sol pleno ou, no mínimo, meio período de sol direto. A luz forte mantém os corpos compactos, as costelas marcadas e é pré-requisito para florescer.
Em luz insuficiente, o crescimento novo sai mais estreito e mais claro, e a planta não forma botões.
Um cacto que aceita um pouco mais de água
Regue bem e espere o substrato secar por completo — em geral de dez a quinze dias no calor em vaso.
Por vir de uma região de clima mais ameno e úmido que a de cactos de deserto, ela tolera um pouco mais de água no período ativo. No inverno, reduza bastante, como explica o guia de suculentas no inverno.
Mistura mineral com um pouco de matéria orgânica
Uma mistura mineral com alguma matéria orgânica funciona melhor aqui do que a mistura quase pura de cactos de deserto, coerente com o habitat.
O vaso deve ser largo, para acomodar a touceira que se expande lateralmente, com furo desobstruído. Como ela produz muitos filhotes, o replantio costuma ser necessário a cada dois ou três anos.
A touceira
Ela emite brotações laterais com generosidade, formando um agrupamento denso de corpos globosos de tamanhos diferentes.
Isso é bom e ruim: bom porque a propagação é trivial e o conjunto fica bonito; ruim porque a touceira compete por espaço e substrato, e a floração pode reduzir quando o vaso fica muito apertado. Separar filhotes periodicamente resolve.
Ela divide a origem com a Parodia magnifica e a Parodia leninghausii, também nativas do sul do Brasil e com a mesma tolerância a clima ameno.
Filhotes que já vêm com raiz
Separar os filhotes é o método, e dos mais simples. Destaque os corpos laterais, que costumam vir com raízes próprias, e plante em substrato seco. Se houver corte, deixe cicatrizar dois ou três dias e espere alguns dias antes da primeira rega.
Sementes também funcionam. O guia de propagação traz o passo a passo da separação.
Fósforo para ajudar a florir
Uma dose leve no início da primavera, com fórmula para cactos, é suficiente. Fórmulas com mais fósforo podem favorecer a floração.
Excesso de fertilizante produz corpos alongados e tecido mole.
Base mole, falta de flores e cochonilha
Base amarelada e mole — podridão por umidade, geralmente depois de regas no frio.
Corpo estreito e pálido no topo — falta de luz.
Ausência de flores — luz insuficiente, falta do repouso de inverno ou touceira apertada demais no vaso.
Manchas amarronzadas — queimadura após trocar a planta de lugar de repente.
Pontos brancos algodonosos entre as costelas — cochonilha, favorecida pela touceira densa.
Por que ela quase não floresce dentro de casa
Só funciona bem em janela com sol direto de várias horas, e mesmo assim a floração costuma ser rara, porque o inverno interno não é fresco o bastante.
Se o objetivo é ver as flores, o melhor lugar é uma varanda ou canteiro externo protegido da chuva de inverno.
Perguntas frequentes
É verdade que a flor dura só uma noite?
Praticamente. A flor abre no fim da tarde ou à noite, é grande, perfumada e em tons de rosa a branco, e murcha na manhã seguinte ou pouco depois. Uma planta madura pode abrir várias flores ao longo da temporada quente.
Por que a Echinopsis oxygona produz tantos filhotes?
É característica da espécie: ela emite brotações laterais com generosidade e forma touceiras densas em poucos anos. Isso torna a propagação trivial e é a razão pela qual ela é tão comum em jardins antigos do sul do país.
A Echinopsis oxygona é brasileira?
Ocorre naturalmente no sul do Brasil e em países vizinhos, e é um dos cactos mais tradicionais em jardins e vasos dessa região, muitas vezes passado de vizinho para vizinho por brotações.
O cacto-ouriço aguenta frio?
Tolera frio ameno melhor do que cactos de deserto tropicais, coerente com a região de origem. O que ela não tolera é frio combinado com substrato encharcado por semanas.
Como estimular a floração?
Sol abundante ao longo do ano e um período de inverno mais seco e fresco. Plantas mantidas úmidas e sombreadas crescem, mas raramente florescem.
Suculentas relacionadas
Cereus jamacaru (mandacaru)
Cereus jamacaru
O mandacaru é o cacto colunar símbolo da Caatinga. Veja como cultivar em vaso ou no chão, quanto sol e água ele precisa, a flor noturna e como fazer muda.
Sol pleno

Cereus monstruoso (cacto-monstruoso)
Cereus repandus f. monstrosus
O Cereus monstruoso é um cacto de crescimento irregular, cheio de calombos e pontas. Veja por que ele cresce assim, sol, rega, substrato, poda de ramos normais e muda.
Sol pleno

Crassula Buddha's Temple (templo-de-buda)
Crassula 'Buddha's Temple'
A Crassula Buddha's Temple tem folhas empilhadas que formam colunas quadradas, como pequenos pagodes. Veja luz, rega sem apodrecer, substrato, muda e cuidados.
Sol pleno

Crassula ovata 'Gollum' (orelha-de-shrek)
Crassula ovata 'Gollum'
O orelha-de-shrek é a jade de folhas em tubo com ponta avermelhada. Veja como cuidar da Crassula Gollum: sol, rega, vaso, poda, muda e cor nas pontas.
Sol pleno

Discocactus horstii
Discocactus horstii
O Discocactus horstii é um cacto brasileiro minúsculo e ameaçado, de Minas Gerais. Veja luz, rega, frio, substrato, flor noturna e como comprar de forma legal.
Sol pleno

Echeveria Lola
Echeveria 'Lola'
A Echeveria Lola é uma roseta compacta em tom lilás-rosado, quase perolado. Veja luz, rega, substrato, flor, muda por folha e como manter a roseta fechada.
Roseta · Sol pleno