Pular para o conteúdo

Guia de cultivo

Kalanchoe beharensis (kalanchoe-feltro)

Kalanchoe beharensis

A Kalanchoe beharensis tem folhas grandes, triangulares e aveludadas em tons de bronze. Veja luz, rega sem molhar as folhas, poda e propagação.

Atualizado em

Cuidados em resumo

Luz
Sol pleno ou sol direto de meio período
Rega
Regar no substrato, nunca nas folhas, após a secagem completa
Substrato
Drenante, com boa proporção mineral
Temperatura
Gosta de calor; sensível a geada
Propagação
Estacas de caule e folhas inteiras
Dificuldade
Fácil

Ficha da planta

Nome científico
Kalanchoe beharensis
Nomes populares
kalanchoe-feltro, orelha-de-elefante-de-madagascar
Família
Crassulaceae
Gênero
Kalanchoe
Origem
Madagascar (sul da ilha)
Crescimento
Arbustivo ereto, com caule que lenhifica e folhas apenas no topo
Porte
Grande no solo; controlável em vaso com poda
Toxicidade
Espécie de Kalanchoe: contém compostos cardiotóxicos e é perigosa para pets se ingerida. Mantenha fora do alcance.

A Kalanchoe beharensis é a mais escultórica do gênero: folhas grandes, triangulares, com bordas fortemente onduladas e uma superfície aveludada em tons de bronze e prata. O caule lenhifica com a idade e mantém folhas apenas no topo, deixando cicatrizes salientes onde as antigas caíram.

Ela é bem maior que as demais kalanchoes deste site, mas responde muito bem à poda e se mantém em escala doméstica em vaso.

Luz ideal para Kalanchoe beharensis

Sol pleno ou sol direto de meio período. A luz forte mantém os entrenós curtos, as folhas mais próximas e acentua o tom bronzeado.

Em luz insuficiente, o caule alonga rapidamente, as folhas ficam maiores, mais verdes e mais espaçadas, e a planta tomba pelo próprio peso.

Aumente a exposição em etapas, conforme o guia de luz para suculentas.

Como regar a Kalanchoe beharensis

Regue bem e espere o substrato secar por completo — em geral de dez a quinze dias no calor, e bem mais no inverno.

Um cuidado específico: não molhe as folhas. A camada densa de pelos retém gotas por muito tempo, e água parada sobre o tecido em ambiente pouco ventilado favorece manchas escuras. Regue sempre no substrato, pela borda do vaso.

O guia de rega para suculentas explica como avaliar pelo peso do vaso.

Substrato e vaso

Um substrato drenante com boa proporção mineral atende bem, conforme o guia de substrato para suculentas.

O vaso deve ser estável e pesado, porque as folhas são grandes e ficam no topo de um caule fino — o conjunto tomba com facilidade em recipiente leve. Barro cru resolve peso e secagem ao mesmo tempo. Veja o guia de vaso para suculentas.

Cuidados com as folhas aveludadas

A cobertura de pelos é uma proteção natural e não se refaz onde for danificada. Três regras:

Não molhe. É o ponto principal.

Não limpe com pano. Para tirar poeira, use um pincel macio ou um sopro de ar, sempre a seco.

Não manuseie sem necessidade. Segure a planta pelo vaso. É o mesmo cuidado exigido pela Kalanchoe tomentosa e pela Cotyledon tomentosa.

Poda e formato

Sem poda, a planta cresce como um caule único e alto, com folhas apenas na ponta. A poda estimula ramificação abaixo do corte e produz um conjunto muito mais cheio.

Pode em período de crescimento ativo, com lâmina limpa, e aproveite as pontas retiradas como estacas. Plantas que alongaram por falta de luz respondem bem a uma poda mais firme.

Propagação da Kalanchoe beharensis

Dois métodos:

Estacas de caule — o caminho principal. Corte um trecho com algumas folhas, remova as de baixo, deixe cicatrizar de três a cinco dias à sombra e plante em substrato seco.

Folhas inteiras — funcionam, desde que a folha saia com a base intacta. Como as folhas são grandes, apoie-as firmemente sobre o substrato.

O guia de propagação traz o passo a passo dos dois caminhos.

Adubação

Uma dose leve e diluída na primavera é suficiente.

Excesso de nitrogênio produz folhas enormes e moles, que tombam com facilidade e perdem a densidade dos pelos. O guia de adubação de suculentas explica a dose.

Problemas comuns

Manchas escuras nas folhas — quase sempre água que ficou parada sobre os pelos.

Caule alongado com folhas só no topo — hábito natural, acelerado por falta de luz. A poda resolve.

Folhas amarelando e caindo em quantidade — excesso de água ou frio.

Base do caule escura e mole — apodrecimento; salve as pontas sadias como estacas.

Cochonilha nas axilas e sob as folhas — difícil de enxergar sobre a superfície aveludada. O guia de pragas em suculentas descreve o tratamento.

Kalanchoe beharensis dentro de casa

Precisa de uma janela muito clara, com sol direto de algumas horas, e de espaço — as folhas ocupam bastante volume.

Dentro de casa, priorize ventilação por causa das folhas aveludadas e espace as regas. Um alerta importante: como as demais Kalanchoe, ela é tóxica para cães e gatos, como detalha o guia de suculentas para gatos. O guia de suculentas dentro de casa reúne os demais ajustes.

Perguntas frequentes

Posso molhar as folhas da Kalanchoe beharensis?

Melhor não. A superfície é coberta por uma camada densa de pelos que retém gotas por muito tempo, e água parada ali, em local pouco ventilado, favorece manchas. Regue sempre no substrato, pela borda do vaso.

Por que as folhas caem e sobra só o caule?

É o hábito natural da espécie: ela mantém folhas apenas no topo e descarta as antigas conforme o caule cresce, deixando cicatrizes salientes. Falta de luz acelera o processo. A poda estimula ramificação e deixa a planta mais cheia.

Ela cresce muito?

No solo e em clima favorável, ela pode ganhar porte de arbusto grande, com folhas que chegam a ser bem largas. Em vaso, com poda periódica, mantém-se em escala doméstica por muitos anos.

É tóxica para gatos e cães?

Sim. Como as demais espécies do gênero Kalanchoe, ela contém compostos que afetam o coração de cães e gatos quando ingeridos. Mantenha fora do alcance e procure um veterinário em caso de ingestão.

Como limpar a poeira das folhas?

Só a seco, com um pincel macio ou um sopro de ar. Pano úmido esmaga os pelos e deixa marcas permanentes, além de aumentar o risco de manchas.

Suculentas relacionadas

Kalanchoe delagoensis (mãe-de-milhões)

Kalanchoe delagoensis

A Kalanchoe delagoensis tem folhas cilíndricas que produzem plântulas nas pontas e se espalha com facilidade. Veja luz, rega, controle e toxicidade.

Sol pleno

Kalanchoe fedtschenkoi (kalanchoe-cinza)

Kalanchoe fedtschenkoi

A Kalanchoe fedtschenkoi tem folhas azul-acinzentadas com bordas recortadas e produz mudas nos entalhes. Veja luz, rega, poda e propagação.

Sol pleno

Kalanchoe pinnata (folha-da-fortuna)

Kalanchoe pinnata

A Kalanchoe pinnata é a folha-da-fortuna, suculenta que brota nas bordas das folhas. Veja luz, rega, substrato, propagação e como controlar o alastramento.

Sol pleno · Meia-sombra

Kalanchoe daigremontiana com plântulas nas bordas das folhas

Kalanchoe daigremontiana (mãe-de-milhares)

Kalanchoe daigremontiana

Guia da Kalanchoe daigremontiana, a mãe-de-milhares: luz, rega, controle das plântulas das folhas, toxicidade e cultivo sem espalhar mudas.

Sol pleno

Kalanchoe luciae, roseta de folhas largas e achatadas com bordas avermelhadas

Kalanchoe luciae (orelha-de-elefante)

Kalanchoe luciae

Guia da Kalanchoe luciae (orelha-de-elefante): sol para avermelhar as bordas, rega, substrato, o que acontece depois da floração e propagação.

Roseta · Sol pleno

Kalanchoe tomentosa, suculenta de folhas aveludadas com pontas marrons

Kalanchoe tomentosa (planta-panda)

Kalanchoe tomentosa

Guia da Kalanchoe tomentosa, a planta-panda: luz, rega sem molhar as folhas aveludadas, substrato, propagação por folha e problemas comuns.

Sol pleno