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Guia de cultivo

Othonna capensis (colar-de-rubis)

Othonna capensis

A Othonna capensis é uma pendente de folhas cilíndricas e caules vermelhos que floresce em amarelo. Veja luz para a cor, rega e propagação.

Atualizado em

Cuidados em resumo

Luz
Sol pleno ou sol direto de meio período; a cor depende disso
Rega
Regar quando o substrato secar por completo
Substrato
Drenante, com boa proporção mineral
Temperatura
Clima ameno; cresce melhor no fresco
Propagação
Estacas de caule
Dificuldade
Fácil

Ficha da planta

Nome científico
Othonna capensis
Nomes populares
colar-de-rubis, othonna, colar-de-contas
Família
Asteraceae
Gênero
Othonna
Origem
África do Sul
Crescimento
Pendente e ramificado, com caules finos e avermelhados
Porte
Hastes que passam de 30 cm
Toxicidade
Não há relato de toxicidade relevante, mas evite a ingestão por pessoas e animais.

A Othonna capensis é uma das pendentes mais coloridas: folhas cilíndricas e alongadas sobre caules finos que assumem tons de rubi quando a planta recebe sol suficiente. O contraste entre o verde-azulado das folhas e o vermelho dos caules rendeu o nome popular de colar-de-rubis.

Ela é da mesma família do Senecio rowleyanus, mas de gênero diferente, e é bem mais tolerante que o colar-de-pérolas.

Sol para caules e folhas vermelhos

Sol pleno ou meio período de sol direto garantem a cor. Aqui a luz tem efeito visual direto: é ela que produz o vermelho.

Em luz média, os caules e as folhas ficam totalmente verdes, os entrenós alongam e a planta fica rala. É reversível no crescimento novo, como explica o guia de suculentas coloridas.

Aumente o sol passo a passo.

Como regar o colar-de-rubis

Regue bem e espere o substrato secar por completo — em geral de sete a doze dias no calor, e bem mais no frio.

Regas espaçadas, além de necessárias, intensificam a coloração. As folhas cilíndricas armazenam água com eficiência e a planta tolera bem esquecimentos; o risco é o excesso, que amolece os caules finos.

Ela costuma crescer melhor em períodos frescos e reduzir o ritmo no calor forte — nessa fase, regue menos.

Substrato drenante e vaso suspenso

Qualquer mistura drenante com boa parte mineral funciona.

O vaso deve ser suspenso ou de borda alta, para que as hastes caiam livremente. O guia de suculentas pendentes reúne o manejo desse formato — incluindo a dica de baixar o vaso para regar.

Poda e o topo careca

Como toda pendente, ela tende a ficar rala no topo com o tempo: a planta investe nas pontas e a base perde folhas.

A solução é a mesma de sempre: pode as pontas e replante os cortes na superfície do próprio vaso. Em poucas semanas eles enraízam e preenchem o miolo. Faça isso algumas vezes por ano.

Pequenas margaridas amarelas

Ela produz pequenas flores amarelas em forma de margarida, que contrastam bem com os caules avermelhados. Abrem sob sol e se fecham à tarde.

A floração é mais frequente em períodos frescos e depende de luz adequada.

Estacas para encher o vaso

Por estaca de caule, e é muito fácil. Pegue um trecho de 5 a 10 centímetros, retire as folhas da base, espere um ou dois dias e plante em substrato levemente úmido.

O enraizamento leva uma ou duas semanas. Plantar várias estacas juntas deixa o vaso cheio mais rápido.

Adubo em excesso deixa a planta verde

Muito pouco. Uma dose fraca quando a planta começa a crescer é suficiente.

Excesso de nitrogênio alonga os caules e apaga o vermelho.

Caules verdes, topo ralo e base mole

Caules verdes em vez de avermelhados — luz insuficiente ou adubo em excesso.

Topo do vaso ralo — padrão das pendentes; resolve-se com poda e replantio das pontas.

Caules moles e escuros na base — apodrecimento por umidade.

Folhas murchas com substrato seco — sede; a rega resolve.

Cochonilha entre as hastes — a massa densa é um esconderijo típico.

Colar-de-rubis pendurado perto da janela

Precisa de uma janela muito clara com sol direto de algumas horas. Em luz média ela sobrevive, mas perde a cor e fica rala.

Um cuidado próprio do formato: vasos suspensos costumam ficar mais longe da janela do que parece. Pendure o mais perto possível da luz e gire o vaso periodicamente.

Perguntas frequentes

Por que os caules ficam vermelhos?

É resposta a luz intensa, regas espaçadas e temperaturas mais frescas. Sob essas condições, os caules e as folhas assumem tons de rubi. Em luz média, tudo fica verde, e é reversível no crescimento novo.

A Othonna capensis dá flor?

Dá: pequenas flores amarelas em forma de margarida, que contrastam com os caules avermelhados. Elas abrem sob sol e se fecham à tarde, e a floração é mais frequente em períodos frescos.

O colar-de-rubis é parente do colar-de-pérolas?

São da mesma família, a Asteraceae, mas de gêneros diferentes. O colar-de-pérolas é um Senecio, hoje Curio, com folhas esféricas. A Othonna capensis tem folhas cilíndricas alongadas e caules bem mais avermelhados.

Por que o colar-de-rubis ficou ralo no topo do vaso?

É o padrão das pendentes: a planta investe nas pontas e a base perde folhas. A solução é podar e replantar os cortes na superfície do próprio vaso, o que preenche o topo em poucas semanas.

A Othonna capensis é tóxica para gatos?

Não há relato consolidado de toxicidade para a Othonna capensis. Ainda assim, como parentes próximas na mesma família constam em listas de plantas tóxicas, é prudente manter fora do alcance dos animais.

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