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Guia de cultivo

Phedimus spurius (sedum-tapete)

Phedimus spurius

Phedimus spurius formando tapete de folhas arredondadas e dentadas em tons de verde e vinho

O Phedimus spurius, antigo Sedum spurium, é uma forração de folhas achatadas que ganha tons de vinho no frio. Veja luz, rega, poda e propagação.

Atualizado em

Cuidados em resumo

Luz
Sol pleno; a cor de outono depende disso
Rega
Regar quando o substrato secar; muito tolerante à seca
Substrato
Drenante, aceita solos pobres
Temperatura
Tolera frio intenso; sofre com calor úmido prolongado
Propagação
Estacas de caule e divisão de touceira
Dificuldade
Muito fácil

Ficha da planta

Nome científico
Phedimus spurius
Nomes populares
sedum-tapete, sedum-rastejante
Família
Crassulaceae
Gênero
Phedimus
Origem
Cáucaso e norte do Irã
Crescimento
Rasteiro, formando tapete denso que enraíza nos nós
Porte
Baixo, entre 10 e 15 cm de altura
Toxicidade
Não há relato de toxicidade relevante, mas evite a ingestão por pessoas e animais.

O Phedimus spurius — ainda muito conhecido pelo nome antigo Sedum spurium — é uma forração suculenta de folhas achatadas, arredondadas e levemente dentadas nas bordas, dispostas em pares ao longo de caules rasteiros que enraízam nos nós. Ele forma tapetes densos e baixos com rapidez.

O atrativo maior é a cor: muitas variedades assumem tons de vinho ou bronze no outono e no inverno, quando a luz é intensa e as temperaturas caem, voltando ao verde no calor.

Sol pleno para o tapete e a cor de outono

Sol pleno. É a luz que mantém o tapete denso, os entrenós curtos e produz a coloração de outono.

Em meia-sombra ele sobrevive, mas fica ralo, com ramos alongados e folhas totalmente verdes. O mecanismo dessa mudança de cor está explicado no guia de suculentas coloridas.

Se a muda veio da sombra, leve ao sol de forma gradual.

Tolera seca, mas não calor úmido

Molhe bem e espere o substrato secar completamente. Ele é bastante tolerante à seca — em canteiro, plantas estabelecidas se viram com pouca água.

O ponto de atenção é o mesmo do Sedum acre: calor com umidade prolongada é a condição que mais prejudica essas forrações de origem temperada. Em verão quente e chuvoso, drenagem e ventilação fazem toda a diferença.

Solo pobre com boa drenagem

Ele aceita solos pobres, e o essencial é a drenagem: uma mistura com boa parte mineral, conforme o guia de substrato para suculentas.

Vasos rasos e largos acompanham melhor o hábito rasteiro, e jardineiras de borda deixam o tapete transbordar. O vaso precisa de furo livre.

Uso como forração

Este é o uso principal: cobrir o solo em canteiros de sol pleno, bordas, taludes suaves e espaços entre pedras. O tapete é denso o suficiente para reduzir bastante a manutenção da área.

Ele se espalha por caules que enraízam nos nós, e a contenção é fácil — basta recolher os ramos que avançam demais, que aliás servem como estacas.

Poda e renovação

Com a idade, os ramos velhos ficam lenhosos na base e o centro do tapete pode ralear.

Uma poda no fim do inverno, cortando os ramos antigos rente, estimula brotação nova e renova o conjunto. É um manejo simples e que faz diferença visível na temporada seguinte.

Estaca ou divisão, as duas fáceis

Por estaca de caule ou por divisão de touceira, e as duas são muito fáceis.

Corte um trecho de caule com alguns pares de folhas, remova as de baixo, deixe cicatrizar um ou dois dias e plante em substrato levemente úmido. Trechos que já enraizaram nos nós podem ser plantados diretamente.

As mudas enraízam em uma ou duas semanas.

Adubo em excesso amolece o tapete

Praticamente dispensável. Ele vive bem em solos pobres, e adubo em excesso produz um tapete alongado, mole e sem a coloração de outono.

Tapete ralo, centro vazio e áreas moles

Tapete ralo e ramos compridos — falta de sol.

Centro do tapete vazio — envelhecimento dos ramos; resolve-se com poda de renovação.

Áreas escuras e moles — apodrecimento por umidade, comum em calor úmido.

Folhas sempre verdes, sem tons de vinho — luz insuficiente ou adubo em excesso.

Pulgões nas pontas novas — aparecem mais na primavera.

Sedum-tapete não é planta de interior

Dentro de casa, o sedum-tapete não se desenvolve bem. Sem sol direto ele estica, perde a cor e fica ralo, e a secagem lenta aumenta o risco de apodrecimento.

Plante no canteiro, na jardineira ou no peitoril externo com mais sol. Quem cultiva dentro de casa encontra espécies mais adequadas.

Perguntas frequentes

O nome correto é Sedum spurium ou Phedimus spurius?

Revisões botânicas moveram a espécie e várias parentes do gênero Sedum para o gênero Phedimus, e o nome aceito hoje é Phedimus spurius. O comércio e boa parte da literatura de jardinagem seguem usando Sedum spurium.

Por que as folhas ficam avermelhadas no frio?

É resposta a luz intensa combinada com temperaturas mais baixas. Muitas variedades assumem tons de vinho ou bronze no outono e no inverno e voltam ao verde no calor. Não é doença.

O sedum-tapete serve para cobrir canteiro?

É um dos usos mais comuns. Ele forma um tapete denso e baixo em locais de sol pleno, enraizando nos nós dos caules, e funciona bem em bordas, entre pedras e em jardins de baixa manutenção.

As folhas de baixo secam e o centro fica ralo. O que fazer?

É comum com a idade. Uma poda no fim do inverno, cortando os ramos velhos rente, estimula brotação nova e renova o tapete. Os cortes retirados servem como estacas.

O Phedimus spurius aguenta o calor brasileiro?

Depende da região. Ele tolera frio muito bem, mas sofre com calor combinado com umidade prolongada. Em áreas de verão quente e chuvoso, priorize substrato muito drenante, vaso raso e local ventilado.

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