Rhipsalis paradoxa
Rhipsalis paradoxa
A Rhipsalis paradoxa é um cacto pendente da Mata Atlântica com segmentos em zigue-zague que parecem elos de corrente. Veja luz, rega, substrato e muda.
Atualizado em
Cuidados em resumo
- Luz filtrada; sem sol forte
- Regular, mantendo o substrato levemente úmido no calor
- Leve e arejado, com casca de pinus e fibra de coco
- Ameno a quente, com umidade no ar; evite geada
- Estaca de haste
- Fácil
Ficha da planta
- Nome científico
- Rhipsalis paradoxa
- Família
- Cactaceae
- Gênero
- Rhipsalis
- Origem
- Brasil, na Mata Atlântica do Sul e do Sudeste
- Crescimento
- Pendente, com hastes de segmentos angulosos alternados
- Porte
- Hastes que podem passar de um metro de comprimento
- Toxicidade
- O gênero Rhipsalis não consta nas listas de plantas tóxicas para cães e gatos. Não tem espinhos.
A Rhipsalis paradoxa é um cacto brasileiro com um formato difícil de esquecer. As hastes são formadas por segmentos curtos de três ângulos, e cada um fica virado para um lado diferente do anterior. O resultado é um zigue-zague que parece uma corrente pendurada no vaso. Em inglês, ela é conhecida como chain cactus.
Ela vem da Mata Atlântica do Sul e do Sudeste, onde cresce sobre troncos e galhos, em lugares úmidos e sombreados. Como toda ripsalis, é um cacto sem espinhos, que gosta de sombra clara e de rega mais frequente do que a média das suculentas.
Luz filtrada, como sob as árvores
Na mata, a luz chega filtrada pelas folhas. Em casa, procure um lugar claro, sem sol forte direto:
- perto de uma janela clara, sem sol batendo o dia todo;
- em varanda coberta;
- sob pergolado, árvore ou tela de sombreamento.
Sol forte deixa os segmentos amarelados ou avermelhados e pode queimar. Na sombra fechada, a planta cresce devagar e forma segmentos mais finos e espaçados. O guia de luz para suculentas ajuda a entender a diferença entre claridade e sol direto.
Como regar a Rhipsalis paradoxa
Esta planta vem de um ambiente úmido e não tolera secas longas.
- Regue quando a camada de cima do substrato secar.
- No calor, isso costuma dar uma ou duas vezes por semana, dependendo do vaso e do local.
- No inverno, espace as regas, mas não deixe o substrato seco por semanas.
Segmentos murchos e com aspecto enrugado indicam falta de água. Segmentos escuros e moles com o substrato úmido indicam excesso. O guia de rega de suculentas mostra como testar a umidade antes de regar.
A planta também agradece umidade no ar. Agrupar vasos, deixar perto de outras plantas ou em banheiro com janela ajuda bastante.
Substrato de epífita e vaso suspenso
As raízes da Rhipsalis paradoxa estão acostumadas a crescer em casca de árvore e musgo. Por isso o substrato deve ser leve, solto e arejado:
- substrato para plantas;
- casca de pinus em pedaços pequenos;
- fibra de coco;
- um pouco de perlita.
Esse tipo de mistura segura umidade sem encharcar. O substrato arenoso usado para cactos de deserto não é adequado aqui, como explica o guia de substrato para suculentas.
Use vaso suspenso ou prateleira alta. As hastes podem passar de um metro e ficam mais bonitas caindo livres. O guia de suculentas pendentes traz ideias de suporte e posição.
Como fazer muda de Rhipsalis paradoxa
- Corte um pedaço de haste com quatro a oito segmentos.
- Deixe o corte secar à sombra por um ou dois dias.
- Enterre levemente a base em substrato úmido.
- Mantenha em luz filtrada e com o substrato levemente úmido.
As raízes surgem em duas a quatro semanas no calor. Coloque várias estacas no mesmo vaso para formar uma planta cheia mais rápido. O guia de propagação traz mais detalhes sobre estacas.
Flores brancas pelos segmentos
A Rhipsalis paradoxa dá flores pequenas e brancas, que surgem nas bordas dos segmentos, geralmente no fim do inverno e na primavera. Não é uma floração chamativa, mas é bonita de perto. Plantas bem iluminadas e com rega regular florescem mais.
Parentes: ripsalis-arroz e cacto-macarrão
A Rhipsalis paradoxa faz parte de um grupo grande de cactos epífitos brasileiros. Duas parentes muito cultivadas são:
- a ripsalis-arroz (Rhipsalis cereuscula), com tufos curtos na ponta das hastes;
- o cacto-macarrão (Rhipsalis baccifera), com hastes longas, finas e cilíndricas.
As três podem ser cultivadas juntas, porque têm os mesmos cuidados. O cacto-espinha-de-peixe (Epiphyllum anguliger) é outra epífita que combina com esse grupo.
Segmentos caindo, amarelados ou moles
Segmentos caindo: estresse por seca, frio ou mudança de lugar. Aproveite os segmentos como estaca.
Cor amarelada ou avermelhada: sol forte demais. Mude para luz filtrada.
Segmentos murchos com substrato seco: falta de água.
Base escura e mole com substrato úmido: podridão. Corte as partes saudáveis e replante em substrato novo.
Tufos brancos entre os segmentos: cochonilha. Veja o tratamento no guia de pragas em suculentas.
Uma das melhores suculentas para dentro de casa
Por gostar de luz filtrada e de um pouco mais de água, a Rhipsalis paradoxa se adapta a ambientes internos melhor do que a maioria das suculentas. É uma ótima opção para quem mora em apartamento com pouco sol, como mostra o guia de suculentas para apartamento. E, por não ter espinhos nem constar nas listas de plantas tóxicas, pode ficar em casas com pets, de preferência fora do alcance.
Perguntas frequentes
Por que a Rhipsalis paradoxa parece uma corrente?
Porque as hastes da Rhipsalis paradoxa são formadas por segmentos curtos de três ângulos, e cada segmento fica girado em relação ao anterior. O resultado é um zigue-zague que lembra os elos de uma corrente. Em inglês ela é chamada de chain cactus.
A Rhipsalis paradoxa é nativa do Brasil?
Sim. A Rhipsalis paradoxa é nativa da Mata Atlântica do Sul e do Sudeste do Brasil, onde cresce sobre troncos e galhos de árvores, em ambiente úmido e sombreado.
A Rhipsalis paradoxa pode ficar dentro de casa?
Pode, e é uma das melhores suculentas para dentro de casa. Ela quer luz clara sem sol forte, que é o que existe perto de muitas janelas. O cuidado principal é não deixar o substrato secar por muitos dias.
Como fazer muda de Rhipsalis paradoxa?
Corte um pedaço de haste com alguns segmentos, deixe o corte secar por um ou dois dias e enterre a base em substrato leve e levemente úmido. As raízes aparecem em poucas semanas.
Suculentas relacionadas
Rhipsalis cereuscula (ripsalis-arroz)
Rhipsalis cereuscula
A ripsalis-arroz é um cacto pendente sem espinhos, com pontas que parecem grãos de arroz. Veja luz, rega, substrato, vaso suspenso e como fazer muda.
Pendente · Meia-sombra
Rhipsalis baccifera (cacto-macarrão)
Rhipsalis baccifera
A Rhipsalis baccifera é o cacto pendente sem espinhos que gosta de sombra. Veja luz, rega mais frequente que a média, substrato e propagação por estaca.
Pendente · Meia-sombra

Ceropegia woodii (colar-de-corações)
Ceropegia woodii
Guia do colar-de-corações (Ceropegia woodii): luz, rega das ramas pendentes, tubérculos aéreos, substrato e como deixar o vaso mais cheio.
Pendente · Meia-sombra

Epiphyllum anguliger (cacto-espinha-de-peixe)
Epiphyllum anguliger
O Epiphyllum anguliger é o cacto pendente de caules recortados em zigue-zague, com flores noturnas perfumadas. Veja luz, rega, substrato e propagação.
Pendente · Meia-sombra

Hatiora salicornioides (dança-do-macaco)
Hatiora salicornioides
A Hatiora salicornioides é o cacto pendente de segmentos em forma de garrafinha, nativo do Brasil. Veja luz filtrada, rega, poda e propagação.
Pendente · Meia-sombra

Hoya carnosa (flor-de-cera)
Hoya carnosa
A Hoya carnosa é a flor-de-cera, semi-suculenta pendente que floresce em buquês perfumados. Veja luz, rega, substrato e por que não cortar a haste floral.
Pendente · Meia-sombra