Sedum dasyphyllum
Sedum dasyphyllum
O Sedum dasyphyllum forma um tapete baixo de folhinhas azul-acinzentadas do tamanho de grãos. Veja luz, rega, substrato e como multiplicar por estaca.
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Cuidados em resumo
- Sol pleno ou sol direto de meio período
- Rega leve e espaçada, depois da secagem completa
- Muito drenante, com predominância mineral
- Tolera frio seco melhor que a maioria; sofre com calor úmido
- Estacas de haste e folhas soltas, ambas muito fáceis
- Muito fácil
Ficha da planta
- Nome científico
- Sedum dasyphyllum
- Nomes populares
- corsican stonecrop
- Família
- Crassulaceae
- Gênero
- Sedum
- Origem
- Sul da Europa e norte da África, em afloramentos rochosos
- Crescimento
- Tapete baixo e denso, com hastes curtas que enraízam ao encostar
- Porte
- Muito pequeno, com 3 a 8 cm de altura
- Toxicidade
- Não é considerada tóxica, mas evite a ingestão por pessoas e animais.
O Sedum dasyphyllum é feito de peças minúsculas: folhinhas arredondadas, gordinhas, do tamanho de grãos de arroz, num azul-acinzentado fosco que vem da camada de pruína sobre elas. As hastes são curtas e ramificadas, e o conjunto forma um tapete baixo e denso que cobre a superfície do vaso.
É uma planta de afloramento rochoso do sul da Europa e do norte da África, acostumada a pouquíssimo substrato e muito sol. No vaso, isso a torna uma das suculentas mais fáceis que existem — com uma ressalva importante sobre calor úmido, que vem mais adiante.
Sol é o que mantém o azul
O tom azulado depende de duas coisas: a pruína, produzida pela planta, e a compactação do crescimento, que também é resposta à luz.
Com sol pleno ou meio período de sol direto, as folhinhas ficam apertadas ao longo da haste, azuis e às vezes com um toque rosado nas pontas. Com luz insuficiente, as hastes se alongam, o espaço entre as folhas aumenta e o tapete vira um emaranhado verde e ralo.
Essa é a diferença mais visível entre um dasyphyllum bem cultivado e um mal cultivado, e ela aparece em poucas semanas. O mecanismo é o mesmo descrito em suculenta esticada, e o guia de luz ajuda a avaliar quanto sol o seu lugar realmente entrega.
Regar por baixo, sempre
Aqui está o cuidado que define o sucesso com a espécie. As folhas são cobertas de cera e ficam empilhadas muito juntas. Água caindo por cima faz duas coisas ruins: remove a pruína, apagando o azul, e fica retida entre as folhinhas, onde demora a evaporar.
A solução é simples: regue pela borda do vaso, ou mergulhe o vaso por alguns minutos numa bacia rasa até o substrato escurecer no topo. Depois disso, espere a secagem completa.
Em vaso raso e sol forte, o intervalo no verão costuma ficar entre quatro e sete dias. No inverno, duas ou três semanas. O consumo dele é baixo, e ele resiste bem a esquecimento — o guia de rega trata do critério por secagem, que é o que vale aqui.
Calor com umidade é o inimigo
Vale separar este ponto, porque contraria a expectativa. O dasyphyllum tolera frio seco melhor do que a maioria das suculentas tropicais. O que ele não tolera é calor alto somado a umidade alta — verão abafado, chuva seguida de dias nublados, vaso em canto sem vento.
Nessa combinação, as hastes de baixo do tapete, que ficam sombreadas e não secam, apodrecem primeiro. O sinal é um ponto que fica marrom e mole no meio do tapete e vai se alargando.
O que reduz o risco: substrato bem mineral, vaso raso, local ventilado e, em época chuvosa, proteção contra chuva prolongada.
Pouca profundidade e muita pedra
A raiz é fina e superficial. Um vaso raso e largo é o formato ideal — um cachepô baixo, uma bandeja com furos ou a borda de um vaso maior. Profundidade não serve para nada e só guarda umidade onde a raiz não chega.
A mistura deve ser bem mineral: dois terços de areia grossa lavada, perlita ou pedrisco para um terço de matéria orgânica leve, conforme o guia de substrato. Ele cresce em fresta de rocha; substrato rico só produz crescimento mole.
Propagação sem esforço
É provavelmente a suculenta mais fácil de multiplicar da sua coleção.
Estaca de haste. Corte dois ou três centímetros, tire as folhinhas da base, deixe secar um ou dois dias e apoie sobre substrato seco. Enraíza em uma a duas semanas na estação quente.
Folhas soltas. Elas caem sozinhas ao menor toque e brotam onde caem, muitas vezes no próprio vaso, sem nenhum preparo. Se quiser aproveitar, é só recolher e espalhar sobre substrato.
Divisão do tapete. Basta destacar um pedaço com raiz e replantar.
O guia de propagação traz o passo a passo geral, mas esta espécie perdoa praticamente qualquer erro de método.
Praticamente nada de adubo
Uma dose bem diluída na primavera, e só. Adubo em excesso produz hastes alongadas e folhas espaçadas, o mesmo efeito visual da falta de luz. Em planta de forração isso estraga o tapete, que é justamente o atrativo. Se o tapete já estiver ralo, o caminho é mais sol, não mais adubo — o guia de adubação detalha por quê.
Tapete esticado, verde ou apodrecido por dentro
Hastes compridas com folhas espaçadas — falta de luz.
Tapete verde em vez de azul — pouca luz ou pruína removida por jato de água.
Mancha marrom e mole no meio do tapete — apodrecimento por umidade retida, típico de verão abafado.
Folhas moles e translúcidas caindo em quantidade — excesso de água.
Folhas enrugadas e o tapete encolhendo — sede, rara mas possível em vaso muito raso no calor.
Forração, borda de vaso e jardineira
Vaso raso solo, forração ao redor de uma planta maior de sol, borda de jardineira e beirada de vaso suspenso, de onde ele transborda um pouco. Em arranjos, combina com espécies do mesmo regime, como o Sedum rubrotinctum ou a Echeveria minima.
Para forração de área maior e crescimento mais rápido, o Sedum acre faz o mesmo papel com folhas verdes e apontadas.
Perguntas frequentes
Por que o Sedum dasyphyllum perdeu a cor azulada?
Duas causas se somam. A primeira é falta de luz, que empurra a planta para o verde. A segunda é a perda da pruína, a cera clara que cobre as folhinhas e sai com o toque ou com jato de água direto. A cera não se refaz na folha já marcada.
O Sedum dasyphyllum serve para forrar vaso de outra planta?
Serve, desde que a planta de cima tenha a mesma exigência de sol e de rega. Ele forma um tapete raso que cobre o substrato e ainda ajuda a reduzir respingos de terra, mas disputa água em vaso muito pequeno.
Como multiplicar o Sedum dasyphyllum?
É dos mais fáceis. Corte um pedaço de haste de dois ou três centímetros, deixe secar por um ou dois dias e apoie sobre substrato seco. As folhinhas que caem sozinhas também brotam, sem preparo nenhum, muitas vezes ainda no próprio vaso.
O Sedum dasyphyllum aguenta chuva?
Aguenta chuva ocasional em local ensolarado e com substrato muito drenante, mas sofre com calor e umidade ao mesmo tempo. Em verão chuvoso e abafado, o tapete apodrece por dentro, começando pelas hastes que ficam embaixo.
As folhinhas do Sedum dasyphyllum estão caindo. É normal?
Alguma queda é normal, porque elas se soltam ao toque com muita facilidade. Queda em quantidade, com as folhas moles e translúcidas, indica excesso de água. Folhas firmes que caem não são motivo de preocupação e viram mudas.
Qual a diferença entre Sedum dasyphyllum e Sedum acre?
O dasyphyllum tem folhinhas arredondadas, azul-acinzentadas e cobertas de pruína, e forma um tapete mais compacto. O acre tem folhas verde-vivas, alongadas e apontadas, cresce mais rápido e se espalha bem mais.
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