Sempervivum arachnoideum (sempre-viva-aranha)
Sempervivum arachnoideum
O Sempervivum arachnoideum tem rosetas cobertas por fios brancos que parecem teia de aranha. Veja luz, rega, o frio que ele tolera e a propagação.
Atualizado em
Cuidados em resumo
- Sol pleno; tolera frio intenso
- Regar quando o substrato secar; muito pouca água no inverno
- Mineral e de secagem muito rápida
- Tolera frio e neve; sofre com calor úmido
- Separação de rosetas-filhas
- Fácil em clima ameno
Ficha da planta
- Nome científico
- Sempervivum arachnoideum
- Nomes populares
- sempre-viva-aranha, sempre-viva-teia
- Família
- Crassulaceae
- Gênero
- Sempervivum
- Origem
- Montanhas da Europa (Alpes, Pirineus, Cárpatos)
- Crescimento
- Rosetas pequenas que formam tapete por estolões
- Porte
- Muito pequeno, com rosetas de 2 a 5 cm
- Toxicidade
- Não há relato de toxicidade relevante, mas evite a ingestão por pessoas e animais.
O Sempervivum arachnoideum é a mais curiosa das sempre-vivas: as rosetas, que raramente passam de cinco centímetros, são cobertas por uma trama de fios brancos que ligam as pontas das folhas, com aparência de teia de aranha. Daí o nome científico e o popular.
Os fios são produzidos pela própria planta e fazem parte dela. Não são praga, não são fungo e não devem ser removidos.
Luz ideal para Sempervivum arachnoideum
Sol pleno. É uma planta de alta montanha europeia, adaptada a luz intensa e ar seco.
A luz forte mantém as rosetas compactas, a teia densa e favorece os tons avermelhados que aparecem nas pontas das folhas em algumas condições. Em luz insuficiente, as rosetas se abrem, alongam e a cobertura de filamentos fica mais rala.
Aumente a exposição em etapas se a planta vier de local sombreado, conforme o guia de luz para suculentas.
Frio e calor: o ponto decisivo
Vale ser direto sobre isso, porque é o que decide o sucesso com a espécie.
Ele tolera frio intenso — no habitat, passa o inverno sob neve. Isso o coloca entre as suculentas mais resistentes ao frio, ao lado do Sempervivum tectorum e da Delosperma cooperi.
O que ele não tolera é calor combinado com umidade. Em regiões de verão quente e chuvoso, o risco de apodrecimento é alto. Nessas condições, use substrato muito mineral, vaso pequeno e proteja da chuva prolongada — o guia de suculentas no inverno trata dessa lógica de umidade e temperatura.
Como regar o Sempervivum arachnoideum
Regue bem e espere o substrato secar por completo. Em vaso pequeno e ao sol, o intervalo típico é de sete a doze dias no calor; no inverno, muito pouco.
Evite molhar as rosetas: os filamentos retêm água por muito tempo e o centro é fechado. Regue no substrato, pela borda do vaso, ou por imersão breve.
O guia de rega para suculentas explica como avaliar pelo peso do vaso.
Substrato e vaso
O substrato precisa ser mineral e de secagem muito rápida: areia grossa, pedrisco e perlita na maior parte, com pouca matéria orgânica. Veja o guia de substrato para suculentas.
O vaso deve ser raso e largo, porque o conjunto se espalha por estolões e as raízes são superficiais. Uma camada de pedrisco na superfície mantém o colo seco e valoriza as rosetas. Consulte o guia de vaso para suculentas e o guia de suculentas pequenas.
As rosetas-filhas e a floração
A planta emite estolões, hastes finas que se afastam da roseta-mãe e terminam em uma roseta nova. É assim que ela forma tapetes.
Quando uma roseta atinge a maturidade, ela pode florescer: emite uma haste com flores rosadas e, depois disso, morre. É o comportamento normal do gênero, e não representa perda do conjunto, porque as filhas ao redor continuam.
Se quiser, remova a haste floral assim que aparecer para prolongar aquela roseta — mas o desfecho é o mesmo, mais cedo ou mais tarde.
Propagação do Sempervivum arachnoideum
Por separação de rosetas-filhas, o método mais simples que existe. Destaque uma roseta ligada por estolão, com raízes ou não, e plante em substrato seco. Espere alguns dias antes da primeira rega.
A taxa de sucesso é altíssima. Folhas isoladas não brotam de forma confiável no gênero. O guia de propagação traz o passo a passo da divisão.
Adubação
Praticamente dispensável. Uma dose muito diluída na primavera, a cada um ou dois anos, é mais do que suficiente.
Adubo em excesso alonga as rosetas e reduz a densidade dos filamentos. O guia de adubação de suculentas explica a dose reduzida.
Problemas comuns
Rosetas abertas e alongadas — falta de luz.
Centro escuro e mole — apodrecimento por umidade, principalmente em calor úmido.
Roseta secando após emitir haste floral — comportamento normal do gênero.
Teia rala — pode ser variação natural entre indivíduos ou luz insuficiente.
Pontinhos amarelados com teia irregular — ácaros, que se confundem com os filamentos naturais. Os filamentos da planta são regulares e ligam as pontas das folhas; a teia de ácaro é desorganizada. O guia de pragas em suculentas descreve o tratamento.
Sempervivum arachnoideum dentro de casa
Não é uma boa escolha. Ele é planta de sol pleno e ar seco, e o ambiente interno reúne pouca luz, pouca ventilação e substrato que demora a secar.
O lugar certo é externo, em vaso pequeno e local ensolarado, protegido da chuva prolongada. Para interiores, o guia de suculentas dentro de casa indica espécies adequadas.
Perguntas frequentes
Os fios brancos são teia de aranha ou praga?
Não são nem uma coisa nem outra. São filamentos produzidos pela própria planta, que ligam as pontas das folhas e cobrem a roseta. Fazem parte da espécie e não devem ser removidos. Teia de ácaro é irregular e vem com pontinhos amarelados.
Ele aguenta frio de verdade?
Aguenta muito bem. É uma planta de alta montanha europeia, que passa o inverno sob neve no habitat. O que ele não tolera é calor combinado com umidade, situação bem mais comum em boa parte do Brasil.
Minha roseta floresceu e secou. Perdi a planta?
A roseta que floresce realmente morre, e isso é normal no gênero. Mas ela já terá produzido várias rosetas-filhas ao redor por estolões, que continuam vivas e ocupam o espaço. O conjunto não se perde.
Por que a teia parece mais densa em algumas plantas?
A densidade dos filamentos varia entre indivíduos e também com as condições: plantas em luz muito intensa e clima seco tendem a produzir uma cobertura mais fechada.
Ele funciona no calor do Brasil?
Depende muito da região. Em áreas serranas e de clima ameno ele vai bem. Em regiões de verão quente e úmido, o risco de apodrecimento é alto, e é preciso substrato muito mineral, vaso pequeno e proteção contra chuva prolongada.
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